sábado, 4 de junho de 2011

O retrato e a queda


Há algum tempo, dei-me conta de que meu nome completo é um decassílabo, com as sílabas pares acentuadas. Essa constatação não poderia deixar de ensejar algum poema. Mas, como? Meu próprio nome? Um auto-retrato... Um decassílabo? A forma-soneto... Um auto-retrato em forma de soneto? Uma reflexão sobre a existência... Pintei o Auto-retrato e, pouco depois, atirei tudo em queda livre...


Quem sou? – pergunto. E nada escuto e nada
Sou! – concluo. Entretanto insisto e tudo
Invisto em ser além. Em revoada,
Os mitos me abandonam neste escuro.


Os sonetos completos no blogue do CAIXA BAIXA


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