quarta-feira, 2 de novembro de 2011

poemas fúnebres


I

canto, até que reste
apenas um sorriso
largamente lúgubre

II

meu destino está na lousa
onde escrevo das primeiras
à derradeira lição

III

abrem-se das cômodas
gavetas onde repousam
vestígios do baile

IV

rabecão transita
arrastando os cadáveres
de antigos concertos


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