terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Fim de Carreira



Os editores da Revista Blecaute acolheram gentilmente meu conto Fim de Carreira na edição n. 10. Para completar, o grande Flaw Mendes transformou letras áridas em imagens férteis. Eis um trecho...

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III – Vida corrida

Segunda–feira. O despertador toca às seis em ponto. Antes do trabalho, o mar. Vence o torpor, vai à rua. Um, dois, três quarteirões: a calçada, a caminhada, a garota gostosa a piscada a bunda adiante, a parada. Mergulho na água’ de coco’ no lixo. Um dois três e meia – volta volver: para casa, às pressas, a hora escorre, o carro na espera, o cliente – já! Três, dois, um quarteirão: o banho, café d’a (sete e meia!) carreira, e













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às oito e meia, o batente: agenda e-mail, cliente. No começo... mas depois... uma amante! Dei-lhe o troco... um não, dois pares... bem dado... uma coisa apenas: preservar os meus filhos... e a pensão? Pelo menos... Depois do sufoco, o colega consola: é assim no princípio, divórcio, reclamação trabalhista, tenha paciência e trabalhe com afinco, o dia das grandes causas chegará. Por enquanto, chegam as dez horas: audiência na vara do trabalho. Conheço sim senhor... nunca vi não senhor... sim, sempre por lá... não, uma única vez... sim senhor... não senhor... sentença na quinta... segunda audiência... vi nunca vi trabalhou não trabalhou com a mais absoluta certeza alguém mente – o martelo: parte o dia ao meio.

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... do conto completo aqui (n. 10).

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