sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

garotas de Manaíra


Depois do Padre-Nosso, as... garotas de Manaíra, poemeu (não) recomendado a mães, sogras, esposas, politicamente corretos e carolas de todos os gêneros, no blogue do Núcleo Literário CAIXA BAIXA.

*

ave, meninas
coisinhas vestidas
com tiras sem graça
em tetas rendidas
ao balanço
dos carros que passam
mal ditas sois e sempre às pressas
por outras mulheres, honestas
            porque a fruta bendita dos vossos traseiros
            refestela os maridos sem doces caseiros

ó santas meninas
            que abocanham sozinhas
            a aspereza da areia na praia
            a rudeza das mãos sob a saia
            o veneno de mil camisinhas
não sejais nunca mães
de meninos sem pai
            mas ficai sempre a postos
            e ofertai vossos gritos
            aos mistérios gozosos
            dos mundanos espíritos

salve, rainhas
            porque estou sozinho
            e vós sois coisinhas
que ficam e passam
o mundo inteirinho
se enche da bênção
das vossas perninhas
            e fica mais livre
            por causa do ardor
                        por causa do ardor


*

Esse e outros poemas aqui.

3 comentários:

  1. Esse post eu não compartilho.

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  2. Achei o "gozosos" meio forçado, mas o poema, no geral, é bom.

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  3. Agradeço a leitura, Félix. Você achou o "gozosos" forçado do ponto de vista ético ou estético? Abração!

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