segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Seu Lea (parte II)



Quando retornou, encontrou a mesa posta e os outros cinco em seus lugares, à espera dele para tilintar as colheres nos pratos. Tomaram a sopa em silêncio e comeram do pão dormido. Quando se ouviu a última gota de água escorrer pela garganta do último a secar sua caneca, o pai enfiou a mão no bolso do paletó e atirou a caixinha das cartas sobre a mesa. Quatro olhinhos estreitos brilharam. O homem sorriu, esfregou as pontas dos dedos nas quatro cabeças e estirou-se sobre uma espreguiçadeira no canto da sala. Cochilou tão rapidamente que não ouviu o estalar da louça na cozinha nem as risadas abafadas dos quatro apostadores de caroços de feijão.

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A segunda parte do meu conto Seu Lea já está disponível no blogue do CAIXA BAIXA.

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Imagem disponível aqui.

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