quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Seu Lea (parte final)


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Começaram a conversar. A princípio, em voz baixa e pausada. Enquanto avançavam, em uma melodia áspera e crescente, passando de mínimas a semínimas e delas a colcheias e daí a semi-colcheias. Ao final, com uma risada recíproca e relaxada que encerrou o compasso. Quando se ergueram, deram com quatro pares de olhinhos grudados em ambos. À medida que ouviram a voz do pai romper o nó da língua e ressoar segura e límpida, as crianças ladearam as cartas e se deixaram embevecer por aquele dueto tão inédito, quanto estranho.

— Que língua é essa, mãe?! – perguntou um dos meninos, despertando a mulher de um quase cochilo, quando os dois homens desceram.

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A terceira e última parte do meu conto Seu Lea no blogue do CAIXA BAIXA.

Para ler as duas primeiras partes, clique aqui e acolá.

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