sábado, 22 de dezembro de 2012

Versos de circunstância


Sic transit gloria mundi



Que o mundo sempre acaba

é fato certo e, se

você duvida, saiba

que vai chegar sua vez



tal como aos Itza Maias

Martín de Urzúa trouxe

o fogo e aos Neandertais

o tempo, nova espécie



o tiro e o câncer ou

a mera idade vai

fazer chegar o alô!



até você e mais

não digo, pois secou

para esta estrofe a raia.



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Logo acima,

pode ler o leitor um

soneto de circunstância

por ocasião do fim do mundo

para o calendário dos povos maias,

cujo fim antecedeu o do próprio calendário

em mais de trezentos anos do calendário cristão,

escrito pelo campinense Thiago Lia Fook Meira Braga.



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Para ler com trilha sonora... e divertir-se!

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Para ler o apocalipse de minha autoria, sob a ótica do galo e da galinha, clique aqui.

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Na próxima sexta-feira, publicarei aqui Entre grama e concreto, crônica de minha última viagem a São Paulo, durante a qual topei com profetas, zumbis e um ex-presidente da República.

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2 comentários:

  1. Secou tão cedo? De qualquer forma, é um ótimo poema.

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  2. Grato pela leitura, amigo. Mas era preciso secar cedo para reforçar a idéia de fim, ainda que não desejado, e - de quebra - garantir a forma soneto. Rsrs...

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