domingo, 26 de maio de 2013

do absurdo




Atendendo ao gentil convite do poeta Leo Barbosa, enviei o poemeu do absurdo para publicação no zonadapalavra, blogue que reúne textos de escritores contemporâneos. Trata-se de um soneto inglês reformado, que dedico aos utilitaristas de pé-quebrado, os quais reduzem a abrangente categoria da utilidade à importante, mas limitada, categoria da lucratividade.

concordo com você
que nada vale o peso

os livros que já li
a grana que ganhaste
as telas de Dalí
teu carro na garagem

as óperas de Verdi
o filho que não queres

os filmes de Hitchcock
o vinho em tua taça
os versos desta estrofe
a rede em que te amarras

da pedra em cena mesmo
se tudo há de não ser

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