domingo, 1 de dezembro de 2013

logorréia


A edição de outubro do Correio das Artes abrigou um excerto de logorréia, poemeu de larga extensão que será inteiramente publicado em meu próximo livro, _ _ _ _ _ _ _ _ _, a sair dentro de mais dois ou três anos. Aos interessados, um trecho do trecho - (in)completo nas bancas.

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no discurso, a palavra
sustentando as arestas
com branquíssimas talas
            liberdade, progresso
            capital e matéria
entretanto
no giro segundo
a faca dos ventos
            desfez em farelos fininhos
            o punho, a omoplata e a patela

incontáveis ogivas lançadas...
n drinques e drogas sem nexo...
as correntes do mar nas calçadas...
as camadas do solo ao avesso...
os moinhos de vento nas salas...
as fogueiras no peito e no sexo...
os sistemas jogados nas valas...
as cinturas em mil bamboleios...
o passado embrulhado em descargas...
o futuro em vapores no peido...

onde a força fatal do infinito?
onde a terra do leite e do mel?
desgarrado do amparo dos ritos
o borrego abandona o plantel

doravante, não progrediremos mais
nem regressaremos, ficaremos não faremos e seremos agora!

...
 
*

6 comentários:

  1. Este blog assim como tantos outros sobre poesia e literatura, a cada dia me deixam mais feliz, por corroborar a minha convicção desde os tempos de criança: Literatura, poesia e escritor não servem para porra nenhuma!

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    1. Prezado anônimo, penso que uma boa ocupação para alguém com tanto tempo livre para visitar blogs de poesia como você talvez seja promover uma baixa no preço de exame de fezes. Sim, porque ocupa a mente vazia que você tem, colabora para a saúde da população e mexe com merda propriamente dita, que é o que você deve gostar.

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    2. Então, caro Anônimo, resta-me agradecer-lhe o tempo desperdiçado neste e em tantos outros blogues. Sinta-se convidado a voltar ao Arriscos sempre que quiser um pouco mais de porra. Forte abraço do amigo de longa data!

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  2. Comentário 1: A não assunção de certos sujeitos é uma coisa pra se ter piedade.

    Comentário 2: Não entendo porque você incomoda tanto como escritor e mesmo assim continuam visitando o seu blog e o seu facebook.

    Comentário 3: Desde os tempos de criança já quiseram ser Bin Laden.

    Valeu, poeta! Admiro demais você.

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  3. Caro anônimo, mesmo que, para você, literatura e poesia não sirvam para porra nenhuma, aprenda o português e melhore suas (des)observações. Comentários como os seus me deixam feliz por me fazerem perceber como a literatura vale pra "um bocado de porra".

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  4. Bel, Nathalie, Marina, agradeço a leitura e o apoio de sempre. Mas não fiquemos chateados; o único fato lamentável é que o amigo anônimo não teve, desta vez, a dignidade de mostrar a face e dizer o nome, como fazem seus heterônimos Cleo Jr. e Drudru Paranhos. Beijos, garotas! ;)

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