sexta-feira, 12 de junho de 2015

soneto do amor perdido




o amor que tive – se perdi, não sei
se espera ainda como quem o nega
ou nega a espera em letra morta, lei
bem sei que existe apenas uma – brecha

que amor jamais se perde, se conserva
ainda que a espera não pareça lei
e negue a brecha como quem à espera
declara morta a letra agora – sei

que tive o amor e se o perdi a pena
é minha, que de mim perdi – a lei
agora morta cumpre a lei, condena

à espera em letra morta, ou – não sei
se o amor que tive apenas finge a cena
e à espera nega a brecha, que eu bem sei

*

Outros poemeus, em breve, no livro quase saindo.

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